A dinâmica das escolas é beeem diferente da do Brasil.

De forma geral, a escola que chamamos de pública, aqui, é chamada de “state school”, enquanto a nossa escola particular é chamada de “private school”. Existe ainda a “boarding school”, que é um internato, também particular.
O interessante é que menos de 10% das crianças e jovens frequentam uma escola particular. Apenas famílias com uma condição financeira diferenciada conseguem financiar esse tipo de estudo (apenas para se ter uma ideia, gira em torno de £40 mil por ano).
As minhas filhas estão com a maioria, estudam em “state schools” em que não pagamos nada pelo ensino e só tenho elogios.
Outra diferença interessante é a de que as escolas são classificadas e divididas fisicamente de acordo com o seguimento a que atendem. Existem os tipos: “Nursery”, “Primary” e “Secondary”.
Nursery: oferecidas pelo governo atendem crianças de 3 e 4 anos. No entanto são restritas a poucas vezes na semana e em turnos (manhã ou tarde). Creches não são comuns, as que existem são pagas, por isso muitas vezes um dos pais não trabalha fora até que o bebê tenha idade para frequentar à escola regular (Primary).
Primary: recebe crianças desde o “Reception” (5 anos) até o “Year 6” (11 anos)
Secondary: atende aos alunos do “Year 7” (12 anos) até o “Year 11” (16 anos)
Depois disso, os jovens podem seguir diversos caminhos: profissionalizantes (nos Colleges) ou continuar sua preparação através do Sixth Form e A-level (para as Universidades) ou ainda seguir para um trabalho comum. Este último é bem interessante, pois, no meu ponto de vista, como há pouca desigualdade social, muitos jovens já preferem ter retorno financeiro, seja ele qual for, e está tudo bem. Tenho a percepção de que não existe aquela cobrança sobre qualificação, certificados e diplomas que vemos no Brasil.
Mas como as minhas filhas tem uma grande diferença de idade, uma está na Primary School e a outra na Secondary School. Ou seja, elas estudam em escolas diferentes, o que dificulta um pouquinho a logística, mas … não existe outra opção. (Veja aqui, em Escolas na Prática, a equivalência com os sistema de ensino do Brasil)
O ano letivo aqui começa pós verão, em Setembro, e acaba em Junho. Como chegamos em Abril, ainda tínhamos um tempinho antes do ano letivo acabar e optamos por já colocarmos as meninas na escola, justamente para usar esse período “final” como adaptação.
Foram 2 meses bem atribulados. Tivemos muitas dificuldades, a barreira da língua, a dinâmica da escola, a personalidade reservada dos ingleses, o que dificulta a aproximação e amizade … enfim, alguns obstáculos pra transpor. Foi um período bem difícil.
Mas então veio o verão, as grandes férias escolares, e a renovação se fez. As meninas iniciaram o ano letivo já sabendo como tudo funcionava e estavam muito mais dispostas a enfrentar a vida escolar.
A partir de então elas começaram a aproveitar as diversas experiências que a escola tinha a oferecer. E são muitas!!! (Veja aqui, em Escola na Prática, alguns detalhes da rotina escolar).
Nossa experiência com as escolas na Inglaterra, mais especificamente numa pequena cidade do interior, tem o balanço muito positivo e tem sido uma oportunidade incrível para as meninas e para toda família também!

Um comentário em “Experiência com Escolas”